Uma história de superação e amor!

O aconchego e a segurança de um lar é a base para qualquer jovem crescer feliz e saudável. Porém, nem sempre é possível permanecer junto às suas origens.

É neste contexto que a protagonista de nossa história hoje é Débora. Uma jovem que está acolhida em uma das centenas de casas lares da Aldeias Infantis SOS Brasil.


Hoje, ela faz parte de uma família ampliada, constituída por três núcleos familiares, formada por três genitoras, uma avó e 12 crianças/adolescentes. O núcleo familiar de origem de Débora é composto de sua mãe, Sr.ª Ana Paula, e seus cinco irmãos.


Todos foram acolhidos juntos, após um longo período de acompanhamento dos equipamentos Centro de Referência Especializado de Assistência Social e Conselho Tutelar. A ação foi necessária devido à continuidade da situação de vulnerabilidade social que a família apresentava, onde as crianças sofriam violência física e negligência.


Na casa lar em que Débora e seus irmãos residem, também estão acolhidos dois de seus 6 primos, pois possuem fortes vínculos afetivos entre si.


O início na casa lar foi bastante difícil, já desconhecia os limites da vivência em grupo, o cumprimento de regras, disciplina e até mesmo seu próprio reconhecimento como jovem que tem direitos, deveres e oportunidades pertinentes a sua idade. Afinal, a precariedade era tamanha que suas refeições eram realizadas no chão ao invés da mesa.


Assim como em muitas casas, Débora sentia-se como a responsável por todos: seus irmãos e primos, principalmente os menores. Eles dormirem e se alimentavam apenas com ela. Mesmo para os menores, nas madrugadas, sempre preparou as mamadeiras assumindo um papel que não te pertencia.


Foi necessário o acompanhamento de vários profissionais da saúde e assistência social, juntamente com a cuidadora residente (mãe social) para que gradativamente, Débora entendesse sua identidade de irmã e não de “mãe”.


Atualmente, a adolescente sente-se muito bem no espaço em que está vivendo, pois considera que a Organização lhe proporcionou uma nova vida, com possibilidades de estudo e lazer. No passado ela desconhecia essas atividades.


Ela espera que no futuro tudo continue como está, pois tem consciência que a sua família ainda não tem condição de recebê-los de volta.

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