Após 12 anos trabalhando como industriária, Waldenice conheceu as Aldeias Infantis SOS, gostou do desafio de se tornar uma mãe social e ao final do período de experiência, viu-se totalmente envolvida com a causa: “Eu me apaixonei e agora não me vejo fazendo outra coisa!”.
Hoje, Wal é responsável por dez crianças e adolescentes, com idades entre 7 meses e 16 anos. Trata-se de 3 famílias de irmãos que perderam o cuidado parental. Nesse sentido, a Aldeias Infantis SOS, seguindo o que prescreve a legislação brasileira, não separa irmãos biológicos para que seja fortalecido o vínculo fraterno. Além deles, a mãe social recebe o carinho de vários jovens que já foram reintegrados às suas famílias de origem. Eles a visitam regularmente para matar a saudade.
Quando Waldenice é questionada sobre o significado de ser mãe social, a resposta vem acompanhada de lágrimas nos olhos:
“É vocação, renúncia, doação, paciência, muito carinho e amor para dar. Trabalhar nas Aldeias Infantis SOS é uma felicidade, pois me sinto realizada. Sou parte dessa organização que é muito séria no que faz e só trabalha para dar um bom encaminhamento para a vida dessas crianças. Desde que entrei aqui, só tenho sentido muito carinho e amor. Não posso dizer que tudo é só alegria, pois educar não é fácil, mas sei que dou conta do recado. Eles precisam de mim, e a missão de educar as crianças para que possam ser felizes me fortalece”.
Em abril, Wal recebeu um anel em reconhecimento pelos 14 anos de trabalho dedicado às crianças e adolescentes. A homenagem foi entregue pessoalmente pelo presidente mundial das Aldeias Infantis SOS, Sr. Helmut Kutin, em cerimônia solene, no teatro da unidade de Manaus.
O evento contou com a presença de mais de 100 convidados. Além da entrega do anel para a mãe social, as crianças e adolescentes brindaram a todos com apresentações culturais típicas da região.
Sobre seu futuro, Wal sabe bem o que quer: “Continuar sendo mãe social, até onde Deus permitir. Ver meus filhos sociais criados, felizes e com um futuro brilhante”.
Daiana, uma das jovens que vivem com Wal, deixa seu depoimento emocionado sobre a mãe social:
“Ela é tudo. Eu não consigo explicar, só consigo sentir. Agradeço a Deus por ter me colocado na vida dela, ela é minha mãe e eu a amo muito...” em lágrimas, deu um beijo em sua mãe social dizendo “obrigada mãe, por você existir em minha vida...”.