Aprendizado entre cambalhotas, malabarismos e muitas gargalhadas

Crianças e adolescentes de Poá (SP) aprendem sobre consciência corporal e artes circenses em projeto apoiado pelo Cirque du Soleil

Cirque-du-Soleil-Poa-Aldeias-Infantis-SOS-Brasil-01.jpg

Desde janeiro deste ano, as quintas e sextas-feiras se tornaram os dias mais aguardados da semana para Cauê, 12 anos. Apaixonado por acrobacias desde “bem pequeno”, como gosta de dizer, agora aprende com segurança a dar mortais, fazer malabarismos e outras manobras circenses nas aulas do Circo Social SOS, oferecidas pela Aldeias Infantis SOS de Poá (SP). Desenvolvido em parceria com o Cirque du Soleil e implementado pelo ICA, o projeto oferece atividades a cerca de 70 crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. 

“Eu gosto de tudo no Circo Social. Dos pulos, do rola-rola, da perna de pau, dos malabares”, conta, animado, entre um exercício e outro. E faz questão de falar da importância do projeto na mudança de seu comportamento. “Tem muitas coisas que aprendi aqui, com o professor, que eu sei que vou levar para o resto da vida. Desde que comecei a participar das atividades, aprendi a me comportar melhor na escola. Porque eu percebi que, do mesmo jeito que preciso prestar atenção nos movimentos que o professor me ensina, para não me machucar, também preciso prestar atenção ao que os professores da escola estão me ensinando”.

Cirque-du-Soleil-Poa-Aldeias-Infantis-SOS-Brasil-02-(1).jpg

Geovanna, 9 anos, aprendeu com as aulas o que é persistência. “Eu me lembro do primeiro dia em que fui aprender a equilibrar o pratinho chinês. Derrubei umas 100 vezes e fiquei muito chateada. Aí o professor conversou comigo, me mostrou como fazer o movimento, e me disse que se eu continuasse tentando, conseguiria. Respirei fundo e tentei de novo, e de novo, e de novo. Hoje sei fazer direitinho”. Agora, está começando a se aventurar em movimentos da ginástica artística, como o espacate.

Cirque-du-Soleil-Poa-Aldeias-Infantis-SOS-Brasil-03.jpg

Os adolescentes mais velhos, dos 15 aos 17 anos, gostam de desafios. Apaixonados por saltos, treinam mortais e outras acrobacias durante grande parte da aula. “Nós também ajudamos o professor a passar os movimentos para os pequenos. Assim, eles ganham confiança mais rápido, para dar as cambalhotas e fazer as acrobacias com mais agilidade”, conta João Pedro, 16 anos.  

Para Hilton, 17 anos, cada novo salto bem realizado dá uma sensação deliciosa. “Aqui, eu aprendi a ser corajoso. E, sem medo, consigo ter mais coragem em outras coisas. Se alguma coisa der errado, eu me levanto e faço de novo”. 

Seguindo as dicas do professor, Hilton se aperfeiçoa mais a cada dia. Recentemente, conquistou mais um feito inédito: um mortal sobre cinco pessoas. Assista: