Projeto Escola de Pais é finalista do prêmio SESI ODS – 2017

Iniciativa realizada em Foz do Iguaçu está entre os cinco finalistas do prêmio do Serviço Social da Indústria – Sesi/PR

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O projeto Escola de Pais, criado pela entidade Aldeias Infantis SOS Brasil/Foz do Iguaçu para evitar o abrigamento de crianças e adolescentes, está entre os cinco finalistas do Prêmio SESI ODS - 2017, na categoria federal. A cerimônia que vai anunciar o vencedor está marcada para o dia 17 de outubro, em Curitiba. “Estamos felizes pelo reconhecimento e motivados neste constante movimento de ação, reação e ação, sem esquecermos os momentos de grande aprendizado que se apresentam a cada dia. O projeto Escola de Pais retrata uma resposta efetiva de impacto, contemporânea e plenamente alinhada com nossa missão de fortalecer vínculos,” considerou Alex Thomazi, gestor da Aldeias Infantis, em Foz.

Além disso, o Escola de Pais foi certificado pela Fundação Banco do Brasil como “tecnologia social”, concorrendo com outras 735 iniciativas de todo país. “Esse reconhecimento deve-se ao trabalho sério e comprometido de uma equipe que diariamente luta pela proteção de nossas crianças, adolescentes e jovens, prezando sempre pelo bem-estar de suas famílias e comunidades”, destacou Bruno de Oliveira, que já coordenou várias campanhas de arrecadação para manter o Escola de Pais,projeto inédito no Brasil. A indicação atesta que o Escola de Pais “compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social”.

Prevenção
Desde 2015, o projeto Escola de Pais evitou que, pelo menos, 32 crianças e adolescentes tivessem que ser retirados de suas famílias, em situação de vulnerabilidade social. A ação garante que a criança permaneça em casa, com o estabelecimento de um ambiente seguro, promovido com o apoio de assistentes sociais e psicólogos. Esses profissionais geram ações de reintegração, além de orientarem pais e mães sobre como devem criar os filhos. “Antes eu não tinha paciência com meus filhos”, admitiu a dona de casa Lenita de Souza Santos, mãe de cinco filhos. Ela aponta a mudança: “Agora, não sou mais de bater. Aprendi que é possível conversar”.

A iniciativa também possibilitou economia de cerca de R$ 800.000,00 para os cofres públicos, evitando acolhimentos em casas-lares. De acordo com Rita Borges, coordenadora do projeto, “há métodos parecidos sendo usados no Brasil, mas nenhum reúne todas essas ações”. Quatro regiões da cidade são atendidas: Três Lagoas, Portal da Foz, Cidade Nova e Porto Meira.