7. fevereiro 2017

Dê um basta na violência sexual

Participe da campanha da Aldeias Infantis e ajude impedir que milhares de crianças e adolescentes sofram com o abuso, a exploração e o turismo sexual

   
No Brasil, a cada dia, 47 crianças são vítimas de abuso, exploração ou turismo sexual segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos. Como estes dados se baseiam apenas em denúncias anônimas feitas ao Disque 100, o número de casos pode ser maior.
 
Este é o foco da campanha “DêUmBasta”, contra a violência sexual de crianças e adolescentes. Com o seu apoio, vamos pressionar os municípios a viabilizar diagnósticos reais para a construção de políticas públicas de combate à violência.
 
 “Para desenvolver planos efetivos contra as violações, são necessários diagnósticos corretos. Embora os dados do Disque 100 sejam importantes, é necessário considerar também informações de delegacias, escolas, conselhos tutelares, hospitais, centro sociais ou qualquer outro espaço em que uma criança possa ter seus direitos violados”, explica a gestora nacional da Aldeias Infantis SOS, Sandra Greco.  
 
Participação social
A população pode nos ajudar a dar um basta na violência. Assine a petição disponível em www.deumbasta.org.br. Todas as assinaturas serão entregues para as prefeituras das cidades escolhidas este ano para o trabalho: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Olinda e Salvador. “Selecionamos cidades que possuem grande mobilização popular para o Carnaval e onde a organização já atua”, afirma Greco.

Segundo a gestora, a campanha é o primeiro passo de um processo para a defesa e garantia dos direitos de crianças e adolescentes em todo o Brasil, que vai do diagnóstico à implementação de medidas de proteção para isso. “Por isso que as pessoas são agentes de mudança, de proteção de todas as crianças. Exigir que a administração pública faça o seu trabalho é um dever de todos”.



Um ciclo permanente
A violência sexual não deixa apenas cicatrizes físicas ou psicológicas. Ela compromete saúde, autoestima, aprendizado e vida social das crianças e, pior, se torna um ciclo, pois tem o potencial de torná-las adultos que reproduzam essa violência. É para dar um basta nesse ciclo que a campanha se centra.
 
Violência invisível
Embora sejam alarmantes, os dados sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil são uma fração da realidade.  Eles traduzem apenas denúncias feitas ao Disque 100, serviço disponibilizado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos para que qualquer cidadão possa denunciar uma violação aos direitos de crianças e adolescentes.

Não estão registradas no Disque 100 as evidencias cotidianas apresentadas em hospitais, delegacias, conselhos tutelares, escolas e centros sociais. Isso porque não há qualquer banco de dado público que concentre esses números.

Políticas públicas
A falta de diagnóstico real do que ocorre inviabiliza a construção e realização de políticas públicas efetivas para combater a prática. Afinal, como lutar contra algo que é desconhecido?

Em seu trabalho de incidência política pelo Brasil, a Aldeias Infantis SOS quer dar luz a essa problemática articulando redes, movimentos e instâncias públicas para obterem levantamentos realistas e usá-los na elaboração de planos locais, regionais e federal.

O que queremos!

Dados Realistas
- Lançamos uma petição para responsabilizar o poder público, como as prefeituras dos municípios onde atuamos, a cruzar informações sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes. Quanto maior o número de assinaturas, maior a nossa força para exigir a produção de dados reais e, com isso, lutar por melhorias nas políticas públicas municipais de prevenção à violência sexual e à perda do cuidado parental. Assine agora a petição.

Prevenção
A Aldeias Infantis SOS Brasil pretende garantir a prevenção da violência sexual em seus 24 programas pelo Brasil, que atendem mais de 5 mil crianças e adolescentes, além de suas famílias.

Oferecemos alternativas de cuidado quando crianças perdem o cuidado de seus pais e mães, garantindo que a reintegração ocorra a partir de um amplo trabalho de apoio social, psicológico, educativo, laboral e de saúde.

Ao mesmo tempo, fortalecemos famílias e comunidades vulneráveis, a partir de um trabalho que dê vigor e amplie as competências do capital social dessas localidades. 

E promovemos melhorias em políticas públicas para que nenhuma criança cresça sozinha e sem seus direitos respeitados.    

Você pode fazer a diferença
Junte-se a nós em um trabalho de prevenção à violência sexual no Carnaval, protegendo crianças e adolescentes de comunidades vulneráveis, para que cresçam e se desenvolvam em ambientes protetores.  Una-se à campanha #DeUmBasta e faça parte da mudança!
 
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