Aldeias Infantis SOS reforça luta contra a fome e a pobreza no Brasil

Após coalização global firmada este mês, envolvendo seis das maiores organizações de cuidado e atenção a crianças no Mundo, Organização lança campanha nacional 

 

A campanha #SOSCriançasSemFome enfatiza o posicionamento e o trabalho da Aldeias Infantis SOS no combate à pobreza e a insegurança alimentar, que afeta mais drasticamente o público infantil. 

O Brasil tem hoje mais de 33 milhões de pessoas sem ter o que comer. Dados recentes do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil apontam um aumento de 63% da fome no País, desde 2004. A proporção atual é de 15, em cada 100 brasileiros, convivendo com a fome e a insegurança alimentar. Números que representam um aumento de 14 milhões de cidadãos em relação a 2020.  

 

 

A crise de fome já implica em consequências profundas para as crianças, adolescentes, jovens e suas famílias, inclusive ameaçando sua sobrevivência e proteção, aumentando o risco de desnutrição grave e aguda. Além disso, o elevado número de pessoas em situação de rua, com famílias inteiras sem moradias, aumenta o perigo para a população infantil, que fica sujeita a insegurança alimentar, a todo o tipo de violência, exploração e abuso, ao abandono escolar e o trabalho forçado, além do risco da perda do cuidado parental.  

A vulnerabilidade social não é uma exclusividade do Brasil. O cenário global é delicado. Segundo a ONU são 828 milhões de pessoas afetadas pela fome em 2021, 9,8% da população mundial. Os números ficam ainda mais assustadores quando se considera que 2,3 bilhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar moderada ou severa, ou seja, 29,3% dos habitantes no mundo.  

 

 

“A Aldeias Infantis SOS atua para que nenhuma criança cresça sozinha e a alta vulnerabilidade social coloca em risco a convivência familiar. Precisávamos colocar a nossa experiência na atuação com crianças, adolescentes, jovens e famílias para amenizar e ajudar a reverter esse cenário. Vivemos uma triste realidade, com famílias inteiras em situação de rua e sem ter o que comer. Confiamos na nossa capacidade de mobilização e contamos com a sensibilização da sociedade”, afirma Michele Mansor, gerente nacional de programas da Aldeias Infantis SOS. 

Além de sensibilizar as pessoas, a campanha coincide com o início de um mapeamento para identificar as famílias em situação de rua nas regiões onde a Aldeias Infantis SOS está presente. A intenção é entender os motivos que levaram essas famílias às ruas, promover o cadastramento e facilitar o acesso à programas sociais do Governo, como o aluguel social, por exemplo.  

O mapeamento será realizado inicialmente em São Paulo, mas a expectativa é que se estenda para outras regiões onde a Organização trabalha. Atualmente, a Aldeias Infantis SOS está presente em mais de 30 localidades em diferentes regiões do Brasil. 

 

 

A identificação das famílias ficará a cargo das equipes que integram os Núcleos SOS de Apoio à Família, importante ferramenta de prevenção desenvolvida pela Organização e aplicada nas cidades de Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo, Juiz de Fora, Porto Alegre, Araçoiaba na Grande Recife, Caicó no Rio Grande do Norte e também nos municípios de Lauro de Freitas e Itabuna, na Bahia. 

“Além da experiência de 55 anos de atuação no Brasil em cuidados alternativos, nós temos   alcançado resultados extremamente positivos atuando com as famílias em diferentes abordagens. A nossa experiência com os Núcleos SOS de Apoio à Família e com o acolhimento deles tem demonstrado a importância do trabalho preventivo conquistado com esse amparo e, por isso, queremos amplia-lo”, anseia Michele.  

Como ajudar 

A Campanha #SOSCriançasSemFome busca o engajamento de toda a sociedade, afim de que juntos seja possível mudar a realidade de fome e pobreza extrema a que milhares de famílias, crianças, adolescentes e jovens estão submetidos.

A expectativa é que as pessoas compartilhem os conteúdos, garantam visibilidade e contribuam com a causa. As doações podem ser realizadas via internet, PIX (35.797.364/0001-29) ou via telefone (11) 4003-5339.   
 

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