6. setembro 2018

Não há barreiras para sonhar

Na contramão das estatísticas, o jovem Samuel mostra que há esperança para quem está no início da vida profissional.

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Uma gama de problemas colocou o Grajaú, distrito da zona sul de São Paulo, como o pior no quesito qualidade de vida. Foi o que mostrou a versão atualizada do Mapa da Desigualdade, elaborado pela Rede Nossa São Paulo. A distância para os polos empresariais da cidade também dificulta a busca por oportunidades.

Morador da região, o jovem Samuel Jardim, de 19 anos, sente isso na pele todos os dias, mas não desanima em lutar para conseguir um futuro melhor. Ele é um dos vitoriosos do “Go Teach Dhedicar”, iniciativa da empresa DHL, e que também integra o programa global de apoio à juventude YouthCan! da Aldeias Infantis SOS Brasil. Além de ministrar disciplinas como matemática e português, os alunos recebem orientação para empregabilidade e entrada no mercado de trabalho.

Samuel conheceu o programa por meio de sua tia, que trabalhava na SOS. Logo que começou, em 2015, manteve o foco e se destacou entre os seus colegas de classe. “O primeiro dia já foi emocionante. Conheci a grandeza da iniciativa e isso me abriu os olhos. Era exatamente ali que eu queria trabalhar e construir uma carreira de sucesso”, comentou.

Quando o jovem terminou o curso teve a oportunidade de participar de um processo seletivo para ingressar na DHL como jovem aprendiz. Ele foi escolhido e começou a atuar na área de expedição da empresa. Mais tarde, ao observar as oportunidades dentro da companhia, Samuel viu que precisaria se desenvolver mais profissionalmente. Estudou mais para o vestibular e finalmente entrou na universidade, onde estuda Administração.

Em pouco tempo, ele se tornou estagiário da área financeira da empresa. "Espero crescer bastante na DHL, virar gerente e até, quem sabe, trabalhar em outros países”, disse.

Para a diretora de Recursos Humanos da DHL Global Forwarding, Luciana Ezequiel, o perfil dos alunos do Dhedicar são de jovens com poucas oportunidades e por isso a necessidade de incentivá-los.

“O Samuel sempre foi um destaque em sala. Dentre todas as atividades, vimos que ele tinha um interesse maior pela matemática e por isso se aproximou ainda mais do professor. Nossa ideia é que ele conheça todos os postos dentro da área financeira para que ele mesmo faça a escolha em qual área se especializar”, contou.