26. julho 2018

Venezuelanos acolhidos programa de Brasília querem vida nova

No mês de julho, 43 famílias de refugiados venezuelanos encontraram na SOS o apoio para um futuro mais promissor e repleto de oportunidades no Brasil.

Na tarde do dia 24 de julho, 50 solicitantes de refúgio venezuelanos foram acolhidos em nosso programa de Brasília (DF). São 12 famílias que estavam em abrigos de Boa Vista, algumas delas desde o ano passado, e, hoje, já fazem parte da grande família SOS.

Com a chegada delas na capital do país, a SOS já recebeu 43 famílias, 13 no Rio de Janeiro e 18 em Pernambuco, totalizando um grupo de 189 pessoas. “Estamos juntos neste movimento de dar um sentido à vida de famílias que estão deixando para trás sua história, seu pertencimento, em busca de um horizonte que os permitam viver com dignidade e com seus direitos respeitados”, acredita o sub-gestor nacional da SOS Brasil, Sérgio Marques.
  
A vinda dessas famílias aos programas da SOS faz parte do processo de  interiorização de venezuelanos, promovido pelo governo federal e pela ONU. A iniciativa seleciona organizações que possam recebê-las em outros Estados brasileiros e, assim, desconcentrar o número de migrantes em Roraima.

Após a acolhida, a SOS fez um diagnóstico inicial de todas as famílias, identificando as competências e habilidades de cada membro. Então, iniciará um trabalho de desenvolvimento familiar e individual a partir de projetos já existentes que envolvem educação, saúde, cultura, empregabilidade e geração de renda.  "Queremos que alcancem uma vida autônoma e integrada, social e financeiramente˜.

O que é Interiorização?

Entre abril e julho, 821 venezuelanos foram levados para outras cidades. Desses, 267 foram para São Paulo (SP), 165 para Manaus (AM), 95 para Cuiabá, 69 para Igarassu (PE), 44 para Conde (PB), 50 para Brasília e 100 ao Rio de Janeiro (RJ).

A interiorização depende de interesse das cidades de destino e da existência de vagas em abrigos ou projetos sociais. Reuniões prévias com autoridades locais e coordenação dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.
O processo tem o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as  Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A partir das vagas disponíveis e do perfil das organizações acolhedoras participantes do processo de interiorização, o ACNUR identifica os interessados em participar da estratégia. Esse é o caso da Aldeias Infantis, referëncia em cuidado infantil e fortalecimento familiar.  

Enquanto isso, a OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte. O UNFPA promove diálogos com as mulheres e população LGBTI para que se sintam fortalecidas neste processo. Já o PNUD trabalha na conscientização do setor privado para a absorção da mão de obra refugiada.

Por que recebemos refugiados?

A SOS tem recebido nossos hermanos venezuelanos como parte de sua política e  atuação global em emergências, pois em situações de guerra, desastre e migração, as crianças precisam de proteção e cuidados específicos.

Com nossa infra-estrutura global estabelecida, rede de parceiros e reconhecimento como um parceiro confiável em atendimento de qualidade, lançamos programas de resposta a emergências para crianças e famílias que precisam de assistência urgente. Nossas equipes de atendimento a emergências ajudaram crianças em risco em mais de 150 situações humanitárias em 26 países.

Somos especializados em proteção e cuidado, o que inclui cuidados para crianças desacompanhadas e separadas; centros de cuidados provisórios para crianças; reagrupamento familiar, espaços amigos da criança e apoio psicológico e social. Para evitar a separação familiar, apoiamos as famílias com saúde, alimentação, nutrição, abrigo, educação ou água e higiene, dependendo da necessidade.

Leia também:
A essência do cuidado
https://www.aldeiasinfantis.org.br/engaje-se/noticias/recentes/refugiados-venezuelanos
 
Brasil dificilmente cumprirá os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
https://www.aldeiasinfantis.org.br/engaje-se/noticias/recentes/agenda-2030-brasil-dificilmente-cumprira-objetivos